
Aprendi a desfrutar cada segundo de tudo o que é efêmero, e de tudo o que também é estático. Aprendi a lidar com as dúvidas e devaneios que a cinética do cotidiano me trouxeram à tona.
Descobri, apesar de meus poucos anos de vida e experiência, que é exatamente pelo fato de não podermos viver nenhum acontecimento mais de uma vez que precisamos aprender a ser os protagonistas de nossa própria vida.
Levaremos quedas, sem dúvida, erraremos o texto e, já que tudo é ao vivo, não haverá como voltar atrás para começar de novo. Mas haverá, sim, ainda, como fazer um novo fim.
Descobri que a felicidade é relativa.
As coisas simples e óbvias são as que me fazem fielmente felizes.
Descobri que aprender a lidar com a sinestesia da vida é apenas uma consequência de viver.
Aprendi que meus sentimentos são como a correnteza violenta de um rio cujas margens sou eu mesma a responsável pela construção.
Às vezes é preciso deixar extravasar, outras oprimir.
E que quando eu chegar ao final de minha vida poderei me arrepender de ter feito algumas coisas e de não ter feito outras tantas, poderei me arrepender de não ter estudado mais ou de ter estudado demais, poderei me arrepender de não ter dito o que sentia na hora em que me faltou a coragem e que nunca mais tive a oportunidade de dizer. Mas sem dúvida não me arrependerei de ter vivido intensamente.
E aprendi acima de tudo que devo tudo o que sei à Deus.
E que sem o amor, nada disso me haveria sido possível...
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