
Hoje eu cheguei à conclusão de que tudo o que vivemos juntos durante esses dois anos de convivência valeu a pena.
Confesso até que demoramos um pouco para perceber o real significado da crisma e o quanto importante isso era ou viria a ser para nós. Quer dizer, não apenas para nós, crismandos, mas também para nossos orientadores, nossos pais e principalmente para a nossa vida como um todo.
Mas aos poucos percebemos que estar juntos, rezando e cantando as músicas, nos fazia sentir melhores. Talvez porque era uma forma de nos aproximarmos do amor de Deus, e isso era prazeroso, e até divertido: era assim que abraçávamos o apoio e a confiança dele.
Então veio o retiro. Foi quando tivemos a oportunidade única de esquecer toda a nossa vida cotidiana e apenas sentir paz. Descobrimos que não há sensação humana melhor que a paz. E essa paz de espírito nos fez sentir leves e livres de qualquer dor e de qualquer sentimento ruim ou rancor.
Todo o apoio que recebemos de todos foi imprescindível para que chegássemos até aqui. Aos professores Nilson, Wilson e Tia Sandrinha, obrigada por terem sido pacientes. Aos padres que nos acompanharam, obrigada pelos incontáveis ensinamentos que sem dúvida não se apagarão da nossa memória com o passar dos dias.
Ao GJC, obrigada por toda a compreensão e pela fraternidade que emana de vocês por quererem que sintamos a mesma gratidão que sentiram quando passaram pela mesma experiência.
E ao imortal professor Marcílio, nosso também eterno amor e gratidão. Sem o qual todos nós sabemos, mais do que ninguém, que nada disso teria sido possível.
E é assim que os crismandos de 2010 se sentem com relação à crisma. Sentimento de imortalidade: para quem ficou triste porque “acabou”, saibam que foi só o começo de uma vida inteira que ainda passaremos juntos compartilhando o inesgotável amor de Deus.
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